{"id":15741,"date":"2018-05-31T09:03:39","date_gmt":"2018-05-31T07:03:39","guid":{"rendered":"https:\/\/www.mdipime.org\/vida-missionaria\/guardare-il-mondo-con-stupore\/"},"modified":"2018-12-06T13:58:40","modified_gmt":"2018-12-06T12:58:40","slug":"guardare-il-mondo-con-stupore","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mdipime.org\/pt-br\/vida-missionaria\/guardare-il-mondo-con-stupore\/","title":{"rendered":"Olhar o mundo com admira\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>J\u00e1 estou no Camar\u00f5es h\u00e1 6 anos e passei a maior parte do tempo no Norte, regi\u00e3o predominantemente mu\u00e7ulmana. Amo esta terra e, desde o primeiro dia que nela coloquei os meus p\u00e9s, no meu cora\u00e7\u00e3o brotou este sentimento: &#8220;\u00e9 a minha terra, aquela que Deus me prometeu.&#8221;<\/p>\n<p>O tempo passa e tudo se torna rotina: a vida com as pessoas, o apostolado, o calor e at\u00e9 as situa\u00e7\u00f5es dif\u00edceis nas quais o povo vive. Voc\u00ea se acostuma! E eis que um dia chegaram duas jovens italianas para uma experi\u00eancia de miss\u00e3o e <strong>tudo mudou<\/strong>. Comecei a sair com elas nas redondezas, encontrar as pessoas e vi nos olhos das jovens a mesma admira\u00e7\u00e3o que eu experimentei nos primeiros dias.<img decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-13167\" src=\"https:\/\/www.mdipime.org\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/IMG-20180211-WA0006-225x300.jpg\" alt=\"\" width=\"225\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/mdipime.org\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/IMG-20180211-WA0006-225x300.jpg 225w, https:\/\/mdipime.org\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/IMG-20180211-WA0006-768x1024.jpg 768w, https:\/\/mdipime.org\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/IMG-20180211-WA0006-672x896.jpg 672w, https:\/\/mdipime.org\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/IMG-20180211-WA0006.jpg 810w\" sizes=\"(max-width: 225px) 100vw, 225px\" \/><\/p>\n<p>Um dia fomos visitar uma\u00a0<strong>aldeia Mbororo<\/strong>, (etnia de n\u00f4mades sem morada fixa), que se deslocam com seu gado, cabras e aves, de um lugar para o outro, \u00e0 procura de comida.<\/p>\n<p>\u00c9 uma vida absurda para n\u00f3s que precisamos de seguran\u00e7a e estabilidade. Uma vida de incertezas, de pobreza, e de pouca instru\u00e7\u00e3o. Seu objetivo principal \u00e9 a cria\u00e7\u00e3o de animais que lhes d\u00e1 a possibilidade de viver e comer. S\u00e3o pessoas fechadas e desconfiadas em rela\u00e7\u00e3o aos estrangeiros, mas que nos acolheram com uma\u00a0<strong>grande simplicidade<\/strong>, permitindo at\u00e9 que n\u00f3s entr\u00e1ssemos em suas cabanas, para compreender a cultura.<\/p>\n<p>O olhar de Elizabeth e Erika era o mesmo que o meu olhar de quando cheguei nesta terra: um olhar de admira\u00e7\u00e3o e respeito, um olhar de amor, um olhar que alarga o cora\u00e7\u00e3o e te faz entender que a\u00a0<strong>miss\u00e3o \u00e9 rela\u00e7\u00e3o<\/strong>\u00a0entre os povos, entre as pessoas que descobrem que s\u00e3o filhas do mesmo Deus que ama a humanidade e que n\u00e3o teve medo de sacrificar Seu \u00fanico Filho para nos salvar e nos mostrar a Sua miseric\u00f3rdia.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Ir. Lucia Cavallo &#8211; Camar\u00f5es<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>J\u00e1 estou no Camar\u00f5es h\u00e1 6 anos e passei a maior parte do tempo no Norte, regi\u00e3o predominantemente mu\u00e7ulmana. Amo esta terra e, desde o primeiro dia que nela coloquei os meus p\u00e9s, no meu cora\u00e7\u00e3o brotou este sentimento: &#8220;\u00e9 a minha terra, aquela que Deus me prometeu.&#8221; O tempo passa e tudo se torna rotina: a vida com as pessoas, o apostolado, o calor e at\u00e9 as situa\u00e7\u00f5es dif\u00edceis nas quais o povo vive. Voc\u00ea se acostuma! E eis que um dia chegaram duas jovens italianas para uma experi\u00eancia de miss\u00e3o e tudo mudou. Comecei a sair com elas nas redondezas, encontrar as pessoas e vi nos olhos das jovens a mesma admira\u00e7\u00e3o que eu experimentei nos primeiros dias. Um dia fomos visitar uma\u00a0aldeia Mbororo, (etnia de n\u00f4mades sem morada fixa), que se deslocam com seu gado, cabras e aves, de um lugar para o outro, \u00e0 procura de comida. \u00c9 uma vida absurda para n\u00f3s que precisamos de seguran\u00e7a e estabilidade. Uma vida de incertezas, de pobreza, e de pouca instru\u00e7\u00e3o. Seu objetivo principal \u00e9 a cria\u00e7\u00e3o de animais que lhes d\u00e1 a possibilidade de viver e comer. S\u00e3o pessoas fechadas e desconfiadas em rela\u00e7\u00e3o aos estrangeiros, mas que nos acolheram com uma\u00a0grande simplicidade, permitindo at\u00e9 que n\u00f3s entr\u00e1ssemos em suas cabanas, para compreender a cultura. O olhar de Elizabeth e Erika era o mesmo que o meu olhar de quando cheguei nesta terra: um olhar de admira\u00e7\u00e3o e respeito, um olhar de amor, um olhar que alarga o cora\u00e7\u00e3o e te faz entender que a\u00a0miss\u00e3o \u00e9 rela\u00e7\u00e3o\u00a0entre os povos, entre as pessoas que descobrem que s\u00e3o filhas do mesmo Deus que ama a humanidade e que n\u00e3o teve medo de sacrificar Seu \u00fanico Filho para nos salvar e nos mostrar a Sua miseric\u00f3rdia. Ir. 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